O que contaram sobre você... e você aceitou como verdade?
Era uma vez, em uma escola… A professora pediu para os alunos pintarem o que mais gostavam. No meio de tantas folhas coloridas, um desenho chamou sua atenção: uma menina pintou o céu de rosa. ????
Curiosa, a professora chamou-a com cuidado, segurou o papel entre os dedos e perguntou, quase em segredo: — Querida, pode me explicar uma coisa? A menina olhou, sem medo: — Se o céu é azul, por que você pintou um céu cor-de-rosa?
A resposta veio como quem abre um portal: — Mas o céu não é azul, professora! Quem diz que o céu é azul… é analfabeto de céu! ???? Ontem, no final da tarde, o céu atrás da minha casa estava assim, rosa. Outro dia eu vi um céu laranja, tão vivo que parecia fogo. De noite, ele fica preto ou azul escuro… Mas de dia pode ser cinza, roxo, dourado, até verde eu já vi, numa tempestade tão forte que ninguém acreditou… mas eu vi.
E, por alguns segundos, a professora sentiu o mundo parar. Percebeu que, por muito tempo, aceitou sem questionar que o céu é só azul. Esqueceu que o céu é mudança, é coragem de se tingir de novo.
???? E você?
Quantas vezes apagaram suas cores? Quantas vezes te disseram: “Você é assim, pronto!” e você acreditou? Talvez tenham dito: “Você sente demais”, “Você é difícil de entender”, “Você é teimoso”, “Você é fraco”, “Você é forte demais para pedir ajuda”, “Você é lento de mais”, “Apressado de mais”… Talvez você tenha aceitado que só pode existir de um jeito.
E aí esqueceu… Esqueceu que dentro de você também mora o céu ao entardecer, o céu na tempestade, o céu que se refaz a cada manhã. Esqueceu que é permitido mudar de cor.
???? Hoje, eu te pergunto:
Que verdade contaram sobre você — e você acreditou sem questionar? Que parte sua ainda quer ser pintada com novas cores? Que céu dentro de você precisa ser refeito, nuvem por nuvem?
Talvez seja hora de abrir o estojo, sujar os dedos, misturar as tintas… E se permitir ser céu de todas as estações. Ser aurora, ser trovão, ser silêncio, ser fogo, ser brisa. Ser tudo o que sempre foi — além do que disseram que você deveria ser.